segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O GOLFE E O RUGBY

Os desportos da minha vida

Verdade verdadinha o meu desporto sempre foi o rugby. Foi rugby que joguei desde os 12 anos. Foi no rugby que fiz amigos para a vida. Foi no rugby que aprendi o que era trabalho colectivo. Aprendi a sacrificar-me em prol da equipa ou do companheiro do lado. Que posso contar com o outro. Que nem sempre a vitória é o fim último. Que sozinho não consigo grandes coisas.
No rugby perdi, ganhei, fiquei contente e triste, lesionei-me, viajei, conheci milhares de pessoas.

O golfe apareceu mais tarde. Tinha 22 anos quando tive o primeiro contacto. E nem sequer foi por causa do jogo em si mas porque comecei  a estagiar na manutenção de um campo. O jogo veio depois. Até hoje ainda ando à procura da rotação certa para um swing eficiente e consistente.
Já aprendi muitas coisas no golfe (também já lá vão 20 anos caramba!).
No golfe fiz quase toda a minha carreira, cresci profissionalmente.  Aprendi o que é organizar, ser rigoroso, comunicar, definir prioridades, gerir pessoas e recursos.
Com o jogo aprendi sobretudo a ser humilde. Não tinha tido grandes experiencias com desportos individuais até aqui. Deixei de poder contar com o parceiro do lado e a poder desculpar-me com as aselhice dos outros. Aqui também já fiz muitos amigos, e provavelmente alguns inimigos. Não é disparate nenhum quando dizem que ninguém consegue disfarçar o que é ao longo de 18 buracos. Por isso é uma excelente oportunidade para conhecer as pessoas.

Uma pancada bem batida, com o peso em cima da bola, a acabar com os ombros  virados para a frente não é assim tão diferente de uma placagem eficaz.
Um passe para os braços esticados do nosso companheiro de equipa, de forma a obriga-lo a avançar e procurar espaço para passar pelo adversário, tem as suas semelhanças com um chip em que a bola cai no principio do green e vai, parece que com olhos, rolar colada ao chão até entrar no buraco.
Tanto os pitons como as cabeças dos Clubs são de alumínio e devem entrar ligeiramente na relva.
O cheiro a relva cortada é o mesmo. É um dos meus vícios.

Naturalmente, nesta fase, pergunto-me: qual dos dois é o melhor?
Mas porque é que tem que haver um melhor? Esta mania que temos sempre de comparar tudo é tramada!

Bom bom é jogar, ou ter jogado, os dois.
Há para aí mais alguns desportos mas não se comparam.

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